Calendário de Vacinações
CALENDÁRIOS E PROTOCOLOS DE VACINAÇÕES:
Recomendamos que as vacinações sejam feitas nos meses onde a população de carrapatos esteja diminuída ou desfavorecida pelas condições climáticas. O objetivo é fazer com que os animais entrem nos meses de maior incidência de carrapatos, já imunes contra a tristeza bovina.
TABELA DE VACINAÇÕES
Região do Brasil Meses de Vacinação
Sul Junho, Julho e Agosto
Sudeste Junho, Julho e Agosto
Centro-Oeste Meses de seca
Nordeste Meses de seca
Norte Todo o ano
No momento de decidir qual a época ideal para iniciar as imunizações, deve-se sempre levar em consideração as características de clima e situação regionais e locais, assim como a orientação do fabricante da vacina. Em caso de dúvidas, consultar sempre o Laboratório antes de vacinar os animais.
Obs.: quanto maior for a infestação por carrapatos, sofrida pelos animais antes da vacinação, maiores serão os riscos de reações pós-vacinais. Quanto mais limpos, melhor o resultado.

O Laboratório Hemopar recomenda que sejam vacinados, com a primeira dose da vacina, os bezerros / terneiros entre 2 (dois) a 3 (três) meses (enquanto estão mamando) de vida e que recebam a segunda dose 60 (sessenta) a 90 (noventa) dias após a primeira dose. É importante que os animais nunca tenham tido contato com carrapato antes e durante todo esse processo. Vide figura abaixo.

A primeira dose promove uma proteção passageira que perde a eficiência após 4 meses, por isso é indispensável a segunda dose. Recomenda-se que seja feito um reforço anual (doze meses após a primeira dose) de apenas uma dose para que os níveis de anticorpos mantenham-se sempre altos.

 

RESPOSTA IMUNITÁRIA: BREVE REVISÃO
A primeira dose de qualquer vacina administrada na vida de um animal vai informar ao sistema imunológico que um agente estranho (antígeno) está invadindo o organismo. Células especiais vão trabalhar para garantir que sejam produzidos anticorpos contra esse invasor e que, além disso, esse invasor vai ser reconhecido cada vez que tentar um novo ataque. A isso se denomina memória imunológica.

Outras células vão estar programadas para agir de forma diferente, procurando neutralizar o agressor no primeiro ataque. São os chamados macrófagos. Eles também são responsáveis por “entregar” o invasor para que ele seja identificado e devidamente processado.

Há ainda um regimento especial de células que se incumbirá de produzir outras substâncias protetoras. Elas não são tão específicas quanto os anticorpos, mas são extremamente efetivas.

Na segunda dose de vacina, o sistema imune já instruído ataca com força total, com altas produções de anticorpos, ampla mobilização celular, tudo para preparar o campo para um possível ataque real: a doença.

As revacinações dadas ao longo da vida do animal ajudam a manter o sistema imunológico em dia com suas defesas. Entre uma vacinação e outra, a taxa de anticorpos vai diminuindo. Não revacinar, quando necessário, pode causar surpresas desagradáveis: a doença aparece e a quantidade de anticorpos está em baixa. Se o organismo vai ou não conseguir livrar-se da doença dependerá de dois fatores: do poder do agressor e de quão baixas estão as defesas.
Para as categorias e/ou situações como as citadas abaixo, entre em contato com oLaboratório Hemopar que este irá lhe orientar de maneira segura e eficiente:
a) Novilhos para engorda
b) Novilhas para engorda
c) Novilhas de reposição
d) Vacas de cria
e) Vacas em lactação
f) Bois para engorda
g) Touros
h) Animais destinados a leilões/remates, exposições e exportação
i) Animais que serão transportados dentro de regiões com carrapatos
j) Animais que serão transportados de regiões ou campos sem carrapatos (pastagens, restevas, áreas de lavoura ou livres) para regiões com carrapatos
l) Animais mantidos sempre limpos / livres de carrapatos em regiões com ou sem carrapatos no campo
Obs.: quanto maior for a infestação por carrapatos sofrida pelos animais antes da vacinação, maiores serão os riscos de reações pós-vacinais. Quanto mais limpos melhor !
CUIDADOS COM OS ANIMAIS A VACINAR:
• Avaliar, por amostragem, a proporção de glóbulos vermelhos no sangue (hematócrito) dos animais a vacinar, assim como, por inspeção, o estado clínico geral e nutricional.

• Cuidar para que os animais estejam previamente vacinados contra as doenças mais comuns da região.

• Fazer tratamento anti-helmíntico prévio, ou mesmo no dia da vacinação. Considerando também a Fasciola hepatica.

• Não programar serviços com os animais inoculados até o final do período de controle e reação (vide Reações Esperadas).

• Observar que estejam sempre em potreiros com boa pastagem, sombra e água limpa.

• Caso estejam em campos com carrapatos, vide Esquema de Vacinação.

• Animais a receber o reforço anual também devem ser tratados contra o carrapato 15 a 20 dias antes da vacinação.

• Antes, durante e até a segunda dose, os animais vacinados deverão estar sempre “totalmente limpos” de carrapato (larvas, ninfas e teleoginas). Para tanto, a simples inspeção visual a distância não basta. Deve-se inspecionar, minuciosamente, nos seguintes locais do corpo dos animais: entre as patas, dentro do pavilhão auricular, períneo, pescoço, úbere e/ou bolsa escrotal.

• Nunca tratar os animais somente contra os estágios adultos do carrapato (teleóginas), pois as larvas e ninfas podem transmitir os agentes da tristeza.

• Animais comprados, com origem desconhecida ou mesmo não confiável, devem ser sempre tratados contra o carrapato, e outras enfermidades, seguindo as mesmas instruções descritas acima e na bula das vacinas.

• Evitar sempre, como já mencionado, infestações por carrapatos antes, durante e depois da vacinação (até segunda dose). Recomenda-se a utilização de banhos carrapaticidas estratégicos.

• Vacinar animais (segunda dose) 60 (sessenta) dias antes de transferi-los de zonas livres, ou marginais, de carrapato para regiões infestadas.

• O animais a serem vacinados e que, por ventura, tenham que ser transportados aconselha-se que sejam monitorados após a chegada ao destino por, no mínimo, 20 (vinte) dias para evitar reações exacerbadas desencadeadas pelo estresse.

• Após a vacinação, alguns animais podem apresentar sintomas clínicos de tristeza parasitária bovina. Isto significa que esses animais já estavam incubando, no baço, linfonodos, corrente sanguínea e outros órgãos, algum dos parasitas (B. bovis, B. bigemina ou A. marginale) contraído no campo. Submetendo-se os animais a um processo de vacinação, é comum e esperado que alguns animais (5%) apresentem queda de imunidade promovendo o reaparecimento dos parasitas de campo na circulação sanguínea e desencadeando o quadro clínico de TPB. Lembramos que qualquer uma das vacinas, como já dito antes, é composta por parasitas atenuados (com baixa virulência) e heterólogos (não causa doença), portanto NÃO CAUSAM a doença Tristeza Parasitária Bovina, sob hipótese alguma, nos animais vacinados.

• Antes, durante e após a vacinação os animais não poderão receber qualquer medicação sem orientação de um Médico Veterinário.
PROVÁVEIS REAÇÕES:
Por tratar-se de produtos que veiculam unidades biológicas vivas atenuadas, é indispensável que a vacinação seja feita sob a orientação e responsabilidade de um Médico Veterinário.

Os animais inoculados reagem à presença dos parasitas na circulação sanguínea após a primeira dose (como em qualquer outra vacina). Invariavelmente podem apresentar elevação da temperatura corporal (mas não síndrome febre) e raramente apresentam outros sintomas. Essas reações podem variar em função da idade, da susceptibilidade individual, do estado nutricional e sanitário, do estado fisiológico, estresse e do grau de experiência prévia com hematozoários.

Do 6° ao 60°dia, após a primeira dose, os animais deverão ser inspecionados diariamente a campo, tratando apenas, como já mencionado anteriormente, os animais que apresentarem sintomas clínicos de TPB, transmitida por contato com carrapatos, antes da vacinação e que estavam sendo incubados até então. No período do 6° ao 21° dia estarão reagindo as Babésias e, portanto, se houver reações exacerbadas, os animais deverão ser tratados com babesicidas eficazes e utilizando-se a METADE DA DOSE terapêutica recomendada. Desta maneira a reação torna-se atenuada pelo medicamento, mas não interrompe o processo de formação de anticorpos contra a TPB, pois há apenas diminuição do número de parasitas na corrente sanguínea. O maior número de reações ocorre entre o 8° e 15°dia após a primeira dose.

No 40°dia, após a vacinação, começam as reações ao Anaplasma centrale. Os animais com reações muito intensas devem ser tratados administrando sempre metade da dose recomendada, com anaplasmicidas (nunca de longa ação ou à base de Imidocarb). Os animais que apresentarem quadro de anaplasmose (Anaplasma marginale) clínica devem ser tratados para tal, lembrando que, se isto ocorreu, foi porque estavam incubando os parasitas e não por causa das vacinas.

Todos os tratamentos ficarão a critério do Medico Veterinário.
Lembramos que: AS VACINAS NÃO CAUSAM TRISTEZA PARASITÁRIA BOVINA.
 

Laboratório
(55) 3242 1783
(55) 3242 5224

"Eritrovac®: vacina refrigerada contra Tristeza Parasitária Bovina"

LABORATÓRIO HEMOPAR
Rua Rivadávia Corrêa 1309
Centro - Santana do Livramento RS
CEP 97573-011
Brasil

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